Mais um daqueles artigos em que tanto se pode falar bem como mal.
Não sou propriamente apologista de artigos "feitos", mas depende do propósito do mesmo.
Artigos "feitos" podem muitas vezes induzir em erro pelos adornos e parcialidade que, inerentemente, aparecem. Quando de um artigo jornalístico se trata, sou totalmente contra, pois defendo (creio que como muitos) a imparcialidade extrema dos jornalistas no exercício da profissão (embora infelizmente não se veja tanto como se desejaria).
Contudo, não é bem este o caso (felizmente).
Sendo o mesmo publicado na "Sponsored Section" do Foreign Affairs, já por si indica a natureza deste artigo.
Creio que este tipo de "publicidade internacional" segue por uma linha muito ténue, pois facilmente se passa do marketing verdadeiro para o adorno irreal.
Pelo que me foi possível ler do documento, parece-me um simples documento de "constatação de factos", ou seja, um enumerar de situações e factos (que felizmente correspondem à verdade) e que dão uma boa imagem do nosso país, como empreendedor em energias e ideias.
Este tipo de iniciativas são sempre boas pois são umas espécie de "newsletter" ao mundo, sobre o que se faz por este pequeno jardim à beira mar plantado. No entanto, há que ter muito cuidado com isto. Não nos deixemos levar pela corrente que está a ir tudo óptimo, que nos estamos a esforçar para inovar e que somos um poço de ideias pioneiras e ricas para o mundo. Há que ter os pés no chão e não nos deixarmos ir a voar com a relativamente boa evolução (como muitas vezes temos feito...relembro-me dos tempos de abundância de fundos europeus).
Veremos o que o futuro nos reserva. De qualquer modo, devem ler o artigo para terem uma melhor ideia do que "andamos" a dizer de nós próprios.
sábado, março 22, 2008
Golias chinês vs David tibetano
Voltei de novo a este belo "vicio" de escrever e opinar.
Entre vários assuntos interessantes, temos o muito debatido problema tibetano.
Além de toda o drama, injustiça, intriga e violência a que temos assistido estes últimos dias (além dos conhecidos episódios do passado) vemos uma China igual tanto agora como em 1950, aquando da invasão do Tibete.
Ora, vemos todos os dias em livros e revistas artigos fabulosos sobre o "acordar" do Gigante Asiático, que se tornará na potência mundial nº1...mas queremos mesmo ter um país destes nessa posição a influenciar o panorama mundial?
Concerteza que a maioria destes artigos refere-se à vertente económica, mas, como todos sabemos, com dinheiro vem o poder (infelizmente ainda se vive no tempo em que o dinheiro ainda compra ideiais).
Não sou dos opositores a que um país cresça e floresça, mas que o faça sustentávelmente. Mas não o digo em termos económicos mas em termos de mentalidade e igualdade, a uma maneira mais "europeia".
Mas voltando à actualidade, vemos esta postura violenta da China (sobretudo ao facto de não quere dialogar) a realmente ter os seus frutos, que se mostram potencialmente azedos.
Ora segundo o jornal Público (ver a hiperligação deste artigo), o Presidente do Parlamento Europeu já sugere a possibilidade de boicote aos Jogos Olímpicos de Pequim, caso não haja abertura ao diálogo por parte da China.
Como todos sabemos, este evento é a grande oportunidade da China de realmente mostrar que não é um país de contrastes de riqueza e que se está a desenvolver a nível social e estrutural, como os números do crescimento económico tentam transparecer.
Um boicote por parte da UE, seria uma machadada profunda nesta oportunidade de ouro. Tudo está nas mãos de Hu Jintao.
Entre vários assuntos interessantes, temos o muito debatido problema tibetano.
Além de toda o drama, injustiça, intriga e violência a que temos assistido estes últimos dias (além dos conhecidos episódios do passado) vemos uma China igual tanto agora como em 1950, aquando da invasão do Tibete.
Ora, vemos todos os dias em livros e revistas artigos fabulosos sobre o "acordar" do Gigante Asiático, que se tornará na potência mundial nº1...mas queremos mesmo ter um país destes nessa posição a influenciar o panorama mundial?
Concerteza que a maioria destes artigos refere-se à vertente económica, mas, como todos sabemos, com dinheiro vem o poder (infelizmente ainda se vive no tempo em que o dinheiro ainda compra ideiais).
Não sou dos opositores a que um país cresça e floresça, mas que o faça sustentávelmente. Mas não o digo em termos económicos mas em termos de mentalidade e igualdade, a uma maneira mais "europeia".
Mas voltando à actualidade, vemos esta postura violenta da China (sobretudo ao facto de não quere dialogar) a realmente ter os seus frutos, que se mostram potencialmente azedos.
Ora segundo o jornal Público (ver a hiperligação deste artigo), o Presidente do Parlamento Europeu já sugere a possibilidade de boicote aos Jogos Olímpicos de Pequim, caso não haja abertura ao diálogo por parte da China.
Como todos sabemos, este evento é a grande oportunidade da China de realmente mostrar que não é um país de contrastes de riqueza e que se está a desenvolver a nível social e estrutural, como os números do crescimento económico tentam transparecer.
Um boicote por parte da UE, seria uma machadada profunda nesta oportunidade de ouro. Tudo está nas mãos de Hu Jintao.
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