Mais uma vez vemos uma daquelas notícias a que, infelizmente, o português se habituou a ver.
Portugal tem vindo a testemunhar uma descida constante do seu poder de compra (em paridades do poder de compra(PPP)), segundo dados do Eurostat.
A que se deverá tudo isto?
Provavelmente o passado recente tem grande peso. A crise pós-11 de Setembro, morosidade na adaptação do Estado ao novo ambiente económico internacional, sucessivos desastres políticos, mau aproveitamente de fundos comunitários, entre outros.
Contudo, existem uns quantos factores ocultos que detêm, talvez, a maior fatia deste bolo. Basta olharmos para as características intrínsecas do nosso povo, o dito povo do desenrasca. Sem dúvida que é uma característica formidável em tempos de apuros, mas será boa num ambiente em que se exige planeamento a longo prazo?
Vejamos, além disto, a aposta dos governos passados. Sem dúvida que a construção de estradas e autoestradas é bom para a mobilidade nacional, mas será que uma aposta de qualidade na educação não seria mais proveitosa, ou na criação de infraestruturas produtivas (como atração de IDE, aposta na criação de institutos de I&D, pólos industriais, apoio ao desenvolvimento e aumento da competitividade nacional)?
Enfim, o que sofremos e que mais recentemente vem demonstrado nesta notícia é fruto de erros passados com os quais já devíamos ter aprendido mas que, no entanto, persistimos em cometer no presente.
Será que nunca iremos aprender?
Com os recursos que temos, tanto naturais (longa costa marítima, paisagens lindíssimas, ambiente ameno), como culturais (muitos monumentos de qualidade, uma história riquíssima), temos hípótese de nos tornarmos bastante produtivos e ricos, evoluindo sustentávelmente.
Esperemos para ver o que nos aguarda.
segunda-feira, dezembro 18, 2006
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2 comentários:
Concordo plenamente com o modo como abordaste esta questão. De facto, Portugal tem vindo sucessivamente a perder competitividade em relação aos seus parceiros europeus e mundiais. Contudo, há um outro factor "psicológico" que poderá explicar esta situação. O facto é que continuamos a pensar que "a galinha do vizinho é melhor que a nossa", e não podemos esquecer que o povo português é pessimista por natureza. Assim, uma sugestão: em vez de nos entregarmos à "desgraça", vamos mas é arregaçar as mangas e levar este país para a frente.
Boas
Descobri este blog através de um outro acerca de energias renováveis, o POrtal das Energias Renováveis.
Depois de ter lido este post quero apenas referir que concordo plenamente com tudo o que foi já dito e gostaria de acrescentar que existem de facto, de vez em quando, pessoas com ideias. Mas os problemas que o Estado coloca a novas ideias de empreendedorismo são deveras muitas e variadas e difíceis de contornar, e o problema agrava-se quand não existe uma base financeira suficiente capaz de sustentar tal ideia.
Falo de um trabalho meramente teórico que fiz com um colega meu para uma cadeira de Economia, embora seja da área da engenharia.
A ideia, pelo menos a mim parece-me boa e com espaço para ser implementada, mas falta apoio.
Não é nem nunca foi nossa intenção levar para a frente este projecto. Como já referi foi apenas um trabalho de faculdade.
www.mmengenharia.no.sapo.pt
Peço desculpa pelo excesso de "peso" da página mas foi feita com pouco tempo e com pouca experiência.
Até uma próxima
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